Os melhores looks do Met Gala 2022

03/05/2022

Bom, esse poderia ser um post inteirinho com fotos da Blake Lively porque a gata arrasou em tudo e trouxe aquele momento icônico de red carpet que a gente tanto ama. Apesar de um tema que exaltava a “Era dourada dos Estados Unidos”, que pode ser bastante do controverso, mas era também capaz de render belos momentos de red carpet, o Met Gala teve destaques, seguidos de looks bem dos preguiçosos.

Com o tema Gilded Glamour, o Met Gala fazia referência ao período entre 1870 e 1890, no qual os Estados Unidos passava por uma industrialização sem precedentes e uma série de famílias se tornavam muito ricas. E o que isso significa para a moda? Vestidos repletos de excessos, tanto pelos recentes teares elétricos que tornaram mais rápido e barato de produzir tecidos, como pela necessidade de as roupas serem um sinônimo das riquezas das famílias, que competiam entre si para se mostrarem mais poderosas.

Muitas combinações de tecidos, como o cetim, a ceda, o veludo, franjas, texturas exageradas, laços, babados, luvas, joias opulentas, chapéus extravagantes… Aqui, definitivamente, mais é mais!

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A partir da definição acima, era de se esperar um red carpet estrondoso, uma noite mágica e muitas peças icônicas, certo? Pois o Met Gala 2022 teve parcos momentos de ouro – perdão, o trocadilho foi mais forte do que eu kkk -, e muitos momentos de preguiça.

Tivemos os desastres de quem foi vestido pela Louis Vuitton, que errou em praticamente todas as escolhas. Escrevendo esse post eu estou mais brilhosa e festiva do que HoYeon Jung nesse look com bota de cano alto e eu não vou nem comentar a falta de sal e propósito desse look da Sophie Turner. Também não faltaram os famosos looks rosa Valentino – que eu tanto exaltei nesse post aqui – mas que não trazem nada de novo e, sobretudo, não tinham nada a ver com o tema.

Como é de praxe, também tivemos quem foi só de bonita e poderia estar em literalmente qualquer outra gala. Faz anos que eu não trago uma crítica negativa pros looks e só mostro aqui o que eu gosto mais, mas, minha gente, depois de dois anos insossos, esgotou a minha paciência. O Met Gala é considerado um dos eventos mais importantes do ano, nada mais justo do que esperar momentos de moda inspiradores e fantasiosos. Ou será que esses looks icônicos de outras edições ficaram para a história? Reclamações pontuadas, vamos falar dos looks mais interessantes da noite?

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Blake Lively

Sim, eu vou começar pela rainha da noite e co-anfitriã do Met Gala 2022. Blake estava usando Atelier Versace, em um look sob medida inspirado pela arquitetura de Nova York. O vestido cintilante se transformava dramaticamente enquanto ela subia as escadas do Met, tornando-se verde azulado, em uma referência à Estatua da Liberdade que, com o tempo, oxidou seu cobre.

Ela trocou até as luvas, sabe? Perfection mesmo e é pra isso que a gente fica acordada vendo red carpet, meus amores!

Aqui o momento da revelação do look, ai, ai

Sarah Jessica Parker

Sarah Jessica Parker não economiza em adornos e sempre busca looks que são um verdadeiro momento. E por mais que o modelo tenha me causado uma sensação de dèjá vu, aqui temos um exemplo de como as referências são importantes e como um vestido pode remeter e reverenciar a memória de pessoas importantes.

Criado por Christopher John Rogers, o vestido usado por Sarah era inspirado em Elizabeth Hobbs Keckley, a primeira mulher negra a ser modista na Casa Branca. Elizabeth, que nasceu escravizada, também foi escritora do livro Behind the Scenes – Thirty Years a Slave, and Four Years in the White House, contando sua história de ascensão como modista e dando detalhes dos anos em que passou ao lado da família do então presidente Abraham Lincoln.

Janelle Monáe

O glamour dourado do futuro. Foi assim que Janelle Monáe definiu seu look Ralph Lauren de paetês preto, com costas desnudas e toca repleta de cristais. Achei belíssima, aquela visão impecável, sabe? E se você me disser que não está no tema eu vou fingir não escutar kkk

Billie Eilish

Seguindo o tema lindamente, Billie Eilish apostou em um look com corset apertado, mangas de renda e tecido cintilante. E se a um primeiro olhar o visual me pareceu só ok, ao entender a referência ele cresceu muito, se tornando um dos destaques da noite.

A inspiração para o look completo, do vestido aos acessórios e penteado, foi a pintura de Madame Poirson, assinada por John Singer Sargent em 1885. Sargent conquistou destaque internacional como um retratista da sociedade da moda, capturando seus clientes ricos e a suntuosidade da época. Já a assinatura do look ficou por conta da Gucci, que utilizou apenas apenas materiais reciclados para a confecção. E vai dizer que ver alguém que entendeu o briefing não resulta em apostas foras do óbvio, que nos levam para um outro lugar?

Evan Mock

Brincar com os códigos femininos e masculinos era uma forma que poderia ser muito explorada nesta edição, por isso, foi uma grata surpresa ver o conjunto amarelo cintilante escolhido por Evan Mock. O corset e a camisa são os destaques do look criado pela marca Head of State, enquanto os detalhes da calça e o cabelo pink deixam o visual todo contemporâneo.

Anita

É Bra-sil-sil-sil! Bom, se ano passado Anitta entregou um look super genérico, esse ano se destacou com uma montação bonita e que tem tudo a ver com o tema. O vestido feito para ela pela Moschino traz os volumes, o espartilho e as joias marcantes do período, além de ser inteiramente o roxo, uma cor usada apenas pela alta sociedade por ser difícil de conseguir o pigmento. Que venham mais convites e maiores ousadias pro futuro, mas arrasou sim.

Kim Kardashian

Esse ano o klã estava todo presete e Kim causou grandes burburinhos por usar o icônico vestido que Marilyn Monroe vestiu enquanto cantava o famoso “Parabéns à você” para o presidente John F. Kennedy. Armazenado em um museu, o vestido nunca foi usado por ninguém além da atriz e Kim passou por uma dieta rigorosa para caber na peça, já que ela não poderia ser ajustada.

Os boatos já estavam rolando dois dias antes do evento, o que tira um cadinho a emoção, mas, deve ser apenas incrível poder vestir uma peça usada por Marilyn. Eu já me emocionei só de estar ao lado em um museu, então você pense, né. Na verdade, Kim usou o original para fazer fotos, mas, o look que usou no tapete vermelho foi uma réplica. E, ok, era uma peça que encaixava muito melhor no tema do ano passado, mas é um momento de moda especial ainda assim.

Danai Gurira 

Mais um look Head of State belíssimo e dramático para o red carpet, que celebra o trabalho do criador nigeriano Taofeek Abijako. Segundo Danai, o look e o designer têm uma importância especial para ela por ambos manterem sua herança e cultura preservada. Nos acessórios, ela traz um fly whisk, algo como abanador de moscas, se a gente fosse traduzir, um item utilizado por pessoas de prestígio e realezas africanas.

Nicola Coughlan

 Mangas bufantes, luvas, brilhos e essas plumas que criam uma aura delicada ao redor: Nicola Coughlan ficou uma fofura nesse Richard Quinn, que apesar de todos os detalhes, parece uma peça mais delicada do que opulenta. Gostei da interpretação e do conjunto inteiro. Ainda que vá esquecer em cinco minutos.

E é isso, gostou dos looks? Qual foi o seu preferido? Se quiser saber mais sobre a história do Met Gala, esse post te conta tudo!

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