Tudo o que rolou na Copenhagen Fashion Week 2023 (dia 1)

11/08/2022
Um resumo de todas as coleções que desfilaram no primeiro dia de Copenhagen Fashion Week 2023 SS. Das cores aos tecidos, das modelagens às trends, vem conferir tudo!

Não é novidade que a Copenhagen Fashion Week se tornou uma das semanas de moda mais interessantes do calendário oficial de desfiles, trazendo marcas criativas e emergentes, além de ter um plano de sustentabilidade com vários pontos a serem cumpridos pelas marcas participantes.

E se você não conseguiu acompanhar todos os desfiles da Copenhagen Fashion Week 2023 SS, esse post traz um resumo de todos os desfiles do dia 1, com fotos, conceito e pontos-chave de cada coleção. Bora lá atualizar as referências e ver o que tá rolando no mundinho fashion?

Gestuz

Corpos bezuntados em bronzeador e muita pele à mostra foram as escolhas da Gestuz para sua coleção Primavera/Verão 2022. A inspiração da marca foi o verão em LA nas décadas de 90 e 2000 – duas décadas que já estão em voga na moda há tempos e explicam a profusão de cinturas baixas, fendas, calças cargo e tops sem alça. “Vi a coleção sendo usada por mulheres confiantes que não têm medo de parecer sexy e mostrar um pouco de pele, mantendo a atitude rock’n’roll”, disse a diretora criativa e fundadora, Sanne Sehested, à Vogue Escandinava.

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Os biquínis usados como top e as tiras bem fininhas das calcinhas aparentes foram outros recursos de estilo para evidenciar a sensualidade da coleção, sobretudo ao lado de peças utilitárias ou de alfaiataria, que possuem um estilo bem mais sóbrio ou esportivo, jogando com os contrastes. E, mesmo sendo anti-cintura baixa, vou te dizer que fiquei bem com vontade desse conjuntinho de saia e blazer bege com biquíni preto, viu?

(di)vision

Uma das marcas mais esperadas da semana da CPHFW, a (di)vision buscou inspiração nos conflitos atuais e no filme Apocalypse now, de Hitchcock, para criar uma coleção que mescla o militarismo, desconstrução, reinvenção, leveza e fortes referências à estética hippie.

Ao mesmo tempo em que vemos essas armaduras ora rígidas, ora puídas, no clássico tom de verde militar, também temos mangas amplas, coletes de pelos fake, vestidos de seda estampados e vários outros elementos que remetem ao estilo hippie, que, mais uma vez, representa a contracultura e a oposição à guerra. Essa dicotomia é um exemplo perfeito de como a moda busca referências no passado para falar do presente.

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As peças em patchwork, itens-chave da marca, estavam presentes em vestidos ou conjuntos completos de jeans, mas o upcycling também se fez notar em peças que misturavam diferentes tecidos, peças ou cores para criar novas peças. Essa estética reconstruída, que faz questão de deixar transparecer que essas peças já foram outra coisa no passado, é uma das grandes tendências da temporada, seja no desfile da (di)vision ou nos looks de street style.

Lovechild 1979

O domínio da alfaiataria feminina com um toque oversized despretensioso, que tem tudo a ver com a estética escandinava cool e clean, é um dos grandes trunfos da Lovechild 1979 e ganha destaque na coleção, que aposta nos shapes retos e volumes estratégicos para criar peças contemporâneas e atemporais.

Essa é a primeira coleção assinada por Mia Kaapelgaard, que aprimora o DNA da marca com básicos, sim, boring jamais!

Aeron

A partir da pergunta “como encontramos serenidade hoje?”, Aeron apostou na suavidade dos tons, dos toques e das modelagens que abraçam. Só de olhar para as fotos já dá pra se sentir um pouquinho mais relaxada e pronta pra colocar o pé na areia. Nas palavras da própria designer, Eszter Áron,: “Nós estávamos simplesmente desejando um bom tempo, com amigos, com a família, um bom copo de vinho, um pôr do sol, um momento relaxante à beira de um lago”.

Um outro ponto que chamou minha atenção nesse desfile foi as bolsas gigantes, algumas quase arrastando no chão. Mas, depois de uma longa temporada de microbags, era de se esperar que justamente o oposto, bolsas máxi ganhassem os holofotes. Um bom exemplo dessa trend é o sucesso/burburinho que o modelo Icare, da YSL está causando nas últimas semanas.

A. Roege Hove

Peças que parecem flutuar, contornando o corpo de um jeito complexo, leve e super sexy. Em sua nova coleção, Amalie Roege Hove persiste em sua fixação – ou seria paixão? – por malhas e por todos esses fios que, juntos, constroem algo completamente novo. Os volumes, seja na barra lavanda que me roubou um suspiro, ou nas saias e vestidos de festa, são a grande novidade da marca, que, como a designer define, “costuma estar mais próxima do corpo”. O resultado é lindo de viver!

Rabens Saloner

Apelidade de “serendipity”, a primavera/verão 2023 da Rabens Salonar vem repleta de cores leves, que, eventualmente abrem espaço para o amarelo vivo e para o preto sóbrio. As pinturas do artista berlinense Lev Khesin são a inspiração para as cores trabalhadas na coleção, enquanto a técnica de tie dye – que, na minha opinião, atinge seu ápice na versão degradê multicores – foi feita em Bali, por grandes mestres da pintura.

De sua paleta aos shapes amplos, com tecidos e caimentos fluídos, a coleção tem seus melhores momentos justamente quando abraça essa vontade de ser brisa de verão, leve e refrescante.

The Garment

Se você chegou até aqui, já deve ter notado o quanto a alfaiataria descomplicada e cool é algo marcante na semana de moda de Copenhagen. Na coleção da The Garment, as peças clássicas ganham charme extra graças a detalhes artesanais como o crochê e as rendas.

Remain

Materiais inesperados, como o couro, muitas cores e conjuntinhos desejo foram algumas das apostas da Remain para a próxima temporada. O objetivo, segundo a fundadora da marca, Denise Christensen, era suavizar as formas e diversificar os looks de trabalho com linhas mais orgânicas, texturas, cores leves e materiais especiais.

O que costumava ser mais rígido ou reto, inspirado pela alfaiataria masculina, agora se torna curvilíneo e orgânico, simbolizando um novo olhar para a história e clientes da marca.

Latimmier

Chegou a hora de falar dos estreantes na Copenhagen Fashion Week e vamos começar com o meu favorito: Latimmier. Através de uma alfaiataria totalmente repaginada, tornando os shapes retos e estáticos da alfaiataria masculina em sexy e cool, graças a recortes estratégicos e ajustes criativos, que ora ajustam as camisas amplas no peito com cordões, ora deslocam os ombros ou criam decotes.

Uma grata surpresa para mim, que não conhecia a marca, e para todo mundo que quer desencaretar a alfaiataria de uma vez por todas.

Ræburn

Peças que parecem paraquedas de vestir ou uniformes de vôo repaginados, com um futurismo militar que referencia a aeronave SR-71 BlackBird – detentora do recorde mundial de aeronave tripulada com respiração aérea mais rápida – são os destaques da coleção da Ræburn, marca sediada em Londres que desfila pela primeira vez na CPHFW.

Vale destacar Christopher Ræburn foi nomeado finalista na disputa pelo Prêmio Zalando de Sustentabilidade, que será divulgada nesta sexta (12 de agosto).

P.L.N.

Mais um estreante na Copenhagen Fashion Week, P.L.N. traz a cultura punk europeia e a cena rave dos anos 90 como fontes de inspiração para criar peças rebeldes e sombrias, em materiais como o couro, a camurça, o jeans – reciclado e destroyed -, os cintos e amarrações que flertam com o fetichismo.

Destaque para o espartilho do primeiro look, usado aberto e quase que escorrendo pela cintura. Essa imagem me pegou de jeito!

Berner Kühl

Em sua busca constante pela praticidade e versatilidade das peças do dia a dia, Berner Kühl trabalha o próprio acervo para buscar novas formas de criar um armário funcional. Vou te dizer que essa foi a coleção que menos me empolgou, mas ficam os destaques para o colete puffer preto e para as camisas em tecidos quase transparentes.

E esse é o nosso grande resumo do primeiro dia da Copenhagen Fashion Week 2022. Quais foram os seus desfiles preferidos?

que parece fazer todo o sentido nos tempos em que vivemos.

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