Sem título…

junho 25, 2012 9:56 pm

Eu sou complicada. Sempre fui, na verdade. As escolhas mais improváveis baseadas nos argumentos mais inexplicáveis, observadora e apaixonada por detalhes e, em um desses detalhes, te encontrei. Talvez tenha sido a fofurisse mesclada com leves momentos de brabeza (que acabavam com: “eu não tô brigando.”), ou o seu jeito meio totalmente desengonçado que se torna tão fofo com essas bochechinhas rosadas. É, talvez seja isso.

Nós implicávamos tanto um com o outro e confesso que muitas vezes quando você me encarava, eu, sempre tão cheia de argumentos, tinha que pensar no que dizer. Foram dias dividindo o mesmo teto, o mesmo copo, a mesma louça, as mesmas músicas e as mesmas brincadeiras idiotas… E era isso, pessoas que se tornaram amigas graças a uma determinada situação.

Até que você chega, na noite que eu menos esperava (porque no fundo eu esperava que você viesse algum dia me dizer que tinha percebido que a gente tinha tudo pra dar errado, mas que não custava tentar), me tira das mãos de outra pessoa e me leva pra uma sacada, na noite mais congelante que se pode imaginar, me abraça forte pra passar o frio, me beija e ri das idiotices e perguntas inconvenientes que faço. Aproveitando o ~ congelante ~ luar nós dançamos e se parecia com um daqueles filmes que eu não canso de assistir, só que com um final diferente.

Se parar pra pensar, nós provavelmente não daríamos certo, tínhamos tantos gostos em comum, bandas que ninguém mais ouve, ao mesmo tempo, éramos tão diferentes, você mais reservado, eu sempre falando alto… Como diz uma dessas nossas bandas, ‘quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?’, não sei se você chegou até o meu coração, mas vamos confessar, não seria um texto romântico se não tivesse um ‘coração’ (essa provavelmente seria a hora que você riria de mais uma das minhas besteiras). E nas entrelinhas eu estaria dizendo que no fundo você era meu Eduardo e eu sua Mônica, mas é claro que nenhum de nós dois seria capaz de perceber.

Texto: Marcie



Categoria: