I don’t wanna wait

Fevereiro 12, 2012 2:27 am

A vida é mesmo cheia de surpresas não é mesmo? Hoje tinha tudo pra ser um dia normal e até um pouco entediante, mas não foi. Saí sem rumo e pelo caminho encontrei vários amigos que eu não via há tempos, fui me sentando em cada lugar onde eles estavam e matando um pouquinho a saudade. É incrível como nós podemos ficar tanto tempo sem encontrar alguém mesmo morando em uma cidade pequena, mas isso a partir de hoje eu pretendo mudar.

Não se engane, esse texto não é sobre amizade, nem cotidiano. Será um simples desabafo e, se eu conseguir trazer a teoria pra prática, um marco: o dia em que eu cansei de esperar. No meio do meu dia de reencontros te encontrei na rua, você sorriu com seus amigos e eu não sabia nem para onde olhar (o que geralmente não costuma acontecer), mesmo mexida e me mordendo pra não demonstrar, segui caminhando ‘tranquilamente’ e  fomos por caminhos diferentes. Eu achei que tinha acabado, que ingênua! Nessa cidade minúscula te encontrei de novo, todos os seus amigos olharam pra mim, você fez gracinha e eu me perguntava porque ainda fico com aquela mistura de alegria, nervosismo e coração acelerado. Já faz tanto tempo…

E eu não vou relembrar agora toda aquela história, não vou mesmo. O que tem me custado entender todo esse tempo é que nós não somos um para o outro e não há nada de dramático nisso. Acontece, todos os dias, com milhares de pessoas. O problema é que cada vez que você demonstra ainda se lembrar (ou querer me dar carona se tivesse carro), mesmo que eu finja não ligar, por dentro estou gritando e fazendo dancinhas de idiota achando que alguma coisa vai mudar e que, lá no fundo, você se importa de verdade. Um tempo depois nada mudou e eu sigo aqui, dispensando pessoas que podiam ser certas enquanto você está fazendo sei lá o quê com sei lá quem. Me diz se é justo? Claro que não e eu sequer posso te culpar, esse é e sempre será o seu jeito e a culpada sou eu de cair e te deixar me envolver com qualquer frase imbecil. Só que isso acaba hoje.

Acompanhada de meus CDs do SOJA e de uma música em especial que, por acaso ou não é título desse post decidi que não posso mais esperar, existem tantas pessoas legais pra conhecer nesse mundo, amores de um dia, amores de um ano, pessoas diferentes e até mesmo conhecidas para serem desvendadas… como pude desperdiçar tanto tempo em uma história que já está mais do que passada? Não é que eu vá enfiar o pé na jaca e me jogar na vida, mas vou pegar todas as coisas que são suas e estão guardadas aqui no meu peito e jogar no cantinho das lembranças de tempos bons que NÃO VÃO VOLTAR MAIS, ando precisando de espaço livre para tudo que está por vir e, de qualquer forma, parece que você não esteve cuidando bem do espaço que teve ao seu dispor.

Não garanto que vá ser fácil, muito pelo contrário, mas é preciso, esses jogos não nos levam a lugar nenhum e não tenho mais forçar nem paciência pra colocar fora. Não posso mais querer que as coisas fiquem como estão, vou fingir – muito bem – que nada disso importa, que estou longe, a salvo e, acima de tudo, inatingível. Quando ver esses seus olhos lindos vou desviar o olhar, quando sorrir pra mim vou pensar em todo nosso tempo perdido  e simplesmente acenar de cima da minha re-motivada postura anti-você.

Como a própria música diz: “Eu não quero esperar, hoje, por algo que talvez nunca dê as caras de novo, uma promessa que já ouvi muito, muito já, para mim. Parece ridículo confiar em todos os jogos que você joga. é uma vida, um mundo, uma chance e eu não quero esperar”. Assim está declarado, decidido e autenticado que, se eu voltar a jogar, as regras e os objetivos vão ser alterados para algo que eu possa ganhar.

Texto: Marcie



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