Quando é amor

dezembro 30, 2011 12:41 am

Durante minha vida várias vezes eu questionei se havia um destino tentando me ajudar, um cupido responsável pelo meu dedo podre, um gnominho escondido só pra rir e conspirar contra mim em todos aqueles dias em que eu era um desastre. Depois ria de mim mesma e achava que as coisas dependiam apenas da gente.

Mas e vocês? Qual a explicação pra eu ter achado vocês? Nessas horas é que eu me pego acreditando em destino. Por que se não for não tem outra explicação… Nós todas, com tantas coisas diferentes e ao mesmo tempo com as mesmas manias de fazer fiasco, gritar, se ligar pra perguntar da roupa…

Eu conheço vocês tão bem quanto me conheço, sei ler as expressões, os olhares, entender uma frase, uma intenção sem ao menos ela ser completada. Sei do jeitinho de cada uma, os reinaços, as lerdisses, as fofoquinhas saudáveis, as animações e vocês também sabem de mim. Devo confessar que eu não amaria tanto vocês se não fossem assim.

Nós já nos separamos, trocamos de escola, de bairro, de amores, de amigos, mas sempre permanecemos unidas. Nós amadurecemos, crescemos e, mesmo com todo o tempo que ficamos longe pelas correrias, quando encontro com vocês é como se tivéssemos nos encontrado ontem e não tivesse passado tempo algum.

Passamos por tantas coisas juntas, micos, tristezas, alegrias extremas… Sem dúvidas grande parte do que nós somos hoje construímos juntas nas nossas tardes de ensaio, filmes, programas alternativos, dias de bobeira, aulas de educação artística, posos, brigadeiros, piadas, meditações na quadra, brincadeiras, puxões de orelha, ou simples abraços de ‘eu tô contigo amiga’ e devemos isso umas às outras para todo sempre, afinal mesmo que tenhamos mudado, nossa base é nossa base.

E um tempo depois, descobri que além da junção de destino com nossa própria vontade, o que nos une é amor. Quando é amor a gente perdoa, aprende, tolera, ri, chora, convive, compartilha, corresponde, sente falta, fica longe, fica perto, sabendo que faria tudo de novo amanhã sem pensar duas vezes. E, por vocês, como eu faria…

Texto: Marcie



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